Outro dia, assisti a uma entrevista no programa do Jô Soares com o doutor Hermano Tavares, psiquiatra que trata de pessoas com compulsão pelos jogos de azar. Segundo o renomado especialista “a perda de controle sobre o jogo é gradual e é a principal característica do jogador compulsivo”.
Nas conversas descontraídas de Várzea Alegre, sempre surge uma boa história envolvendo o bem humorado casal Raimundo Bitu (Padin) e Cotinha. E a interessante entrevista me fez lembrar um inusitado fato contado há algum tempo no bem visitado Blog do Sanharol*.
Na segunda metade do século passado, Cotinha, em sua aprazível casa do sítio Sanharol, reclamou do esposo que acabava de chegar de uma demorada rodada de jogos de cartas:
- Raimundo, você tá muito viciado nesse carteado. Quando você morrer, no lugar das flor, vou mandar espaiar umas cartas de baralho no seu caixão.
O espirituoso agricultor Raimundo Bitu, certamente ainda chateado com a pouca sorte no pif e paf, com seu característico rompante, suplicou:
- Cotinha, escolha umas carta boa, uns melé, pra mode eu chegar já batido no céu.
* http://blogdosanharol.blogspot.com/
* Curinga (português brasileiro) ou joker (português europeu), também conhecido como coringa ou melé em algumas regiões, é a carta do baralho que, em certos jogos, muda de valor conforme a combinação de cartas que o jogador tem em mãos.(wikepédia)
(imagem Google)














