sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

532 - BEBER COM MODERAÇÃO




No início da década de noventa o comerciante e pecuarista varzealegrense José Rolim esteve em Fortaleza, onde se submeteu à sua rotineira avaliação médica.

De volta ao sertão cearense, no fim da tarde, como de costume, Zé Rolim apanhou seu carro e foi até o Bar de Primo, na Cachoeira dos Dantas, distante cerca de dez quilômetros da sede do município de Várzea Alegre. Lá chegando, encostou-se ao balcão, tomou uma dose de cachaça e se despediu. O dono do estabelecimento estranhou a pressa do cliente, e insistiu:

- Ei, Zé Rolim, que vexame é esse? Demore mais um pouco, hômi. Bora tomar mais uma.

O experiente comerciante retirou uma nota do bolso e pagou a conta. Saiu, em seguida, para um distante bar, do outro lado da aprazível cidade cearense, dizendo:

- Primo, é que fui na capital e meu dotô disse que eu podia beber. Só que longe uma da outa. Agora vou tomar uma lá em Toinha Paraibano, nos Grossos*.


Colaboração: Ropson Frutuoso Bezerra
(imagem Google)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

531 - INSÔNIA (Pedra de Clarianã há dois anos)


       Segundo a Mitologia Grega, Hipnus era o Deus do sono. Vivia em silêncio na tranqüilidade de um palácio construído no interior de uma caverna escura, onde o sol nunca aparecia. O estudo desse mito grego demonstra que um ambiente adequado é fundamental para um sono reconfortante e restaurador.

        No início da década de setenta, minha querida mãe Terezinha sofreu uma crise de depressão e se tratou com especialistas em Fortaleza, onde morava sua mãe Maria Amélia. No período em que passou na capital alencarina dividiu um quarto da acolhedora casa com sua tia Rosália. As duas, mamãe e tia Rosália, sofriam com insônia, e raramente conseguiam dormir.

        Certa ocasião, depois de uma madrugada inteira sem pregar o olho, finalmente, quando já amanhecia o dia, minha mãe conseguiu cochilar. Tia Rosália, que também não dormira ainda, ao ver a companheira de quarto fechar os olhos, bateu no punho da rede e reclamou:

        - Terezinha, minha sobrinha, larga de ser mentirosa. Tu não disse que não conseguia dormir?

*Colaboração: Terezinha Costa Cavalcante

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

530 - BOLO LEILOADO




Certa noite da década de setenta, em Várzea Alegre, com a participação de várias autoridades e pessoas do povo, aconteceu mais um concorrido leilão no sítio Sanharol, no interesse de angariar recursos para a paróquia. No meio da hasta, após sucessivos lances, um conhecido político arrematou um grande bolo.

Para alegria dos presentes, o líder político chamou um grupo de jovens rapazes para doar o prêmio. No entanto, um dos moços se adiantou, tomou a bandeja com o bolo da mão do arrematador e saiu em desabalada carreira em direção à sede do município cearense. Os demais rapazes imediatamente correram atrás do egoísta fujão. Um dos esforçados perseguidores estimulava o grupo, falando:

- Num alivia não. Corre, se não ele come...

Por um longo percurso, o rapaz que levava o bolo continuou sem ser alcançado pelo grupo. Contudo, depois de alguns minutos, já próximo ao Posto Esso, diminuiu a marcha e parou. Quando os perseguidores se aproximaram, o guloso corredor, já com a vazia bandeja de papelão debaixo do braço,  soltou um sonoro arroto e disse:

- Bolo do reino é bom!


Colaboração: Carlos Leandro da Silva (Carlin de Dalva)

(imagem Google)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

529 - VENENO 'PARAQUATO'




No centro da cidade de Várzea Alegre, em uma manhã da década de noventa, um rapaz desconhecido entrou na farmácia veterinária e foi atendido pelo comerciante  Inácio Gonçalves da Costa. O novo cliente desejava comprar fiado uma grande quantidade de veneno para matar as ervas que nascem em meio a plantação de arroz.

Desconfiado do comprador, o experiente Inacin falou:

- Faça o seguinte: traga duas pessoas conhecidas da cidade pra dar referência sua, que eu vendo.

O comprador saiu e horas depois voltou à farmácia com os dois nomes dos seus avalistas. Ao saber que se tratava da dupla de moradores mais velhacos da cidade, Inacin olhou para o rapaz e disse:

- Agora vá procurar mais quatro pra avalizar seus fiador....


Colaboração: Francisco Hermi César.
(imagem Google)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

528 - DIA DO PAGAMENTO




Em meados da década de setenta, um modesto varzealegrense que migrara há pouco tempo para o sudeste, já trabalhando em uma grande fábrica de São Bernardo do Campo, sacou  todo  salário do mês. Em seguida, com o dinheiro e o seu holerite* guardados em um envelope, o inocente empregado, com muita satisfação, seguiu em direção à Rua Marechal Deodoro, onde pretendia realizar uns pagamentos e fazer mais algumas compras.

Porém, pouco depois, em uma erma rua perto do centro da cidade da Grande São Paulo, dois assaltantes apareceram repentinamente e tomaram o envelope das mãos do pobre cearense. Não bastasse, antes de fugir, os meliantes ainda aplicaram umas bofetadas no indefeso operário.

Passados poucos minutos, ainda se recuperando do susto, o triste trabalhador rumava de volta para casa quando se deparou novamente com a dupla de assaltantes. Um deles,  mais alterado, chegou logo aplicando um surpreendente tapa no assustado varzealegrense. O outro, com o holerite* em uma das mãos,   esfregando na cara da vítima,  antes de sair, falou:

- Mano, da próxima vez cuide em fazer umas horas extra. ligado?


* documento que descreve detalhadamente os valores que compoem o salário(horas normais, hora extra, gratificação), e os descontos incidentes na folha(inss, vale transporte e outros).

Colaboração: Carlos Leandro da Silva (Carlin de Dalva)

(imagem Google)

domingo, 15 de janeiro de 2012

527 - O PRIMEIRO PAU DE ARARA




Neste mês de janeiro de 2012 voltei à minha querida Várzea Alegre e reencontrei no banco do calçadão Antônio Alves Costa o ferreiro aposentado Francisco Basil de Oliveira. Ouvia as divertidas histórias do velho ferreiro quando ali chegou Zé de Elias, já perguntando:

- Flavin, você mora longe, ? São quantos dia pra chegar aqui?

Logo que respondi ao também aposentado  Zé de Elias, Chico Basil lembrou de sua primeira viagem a São Paulo, em 1951. O ferreiro recordou que o longo e difícil percurso de mais de três mil quilômetros entre o árido sertão cearense e sul maravilha só foi vencido após quinze dias.

Chico contou que o velho caminhão já deixou Várzea Alegre lotado. Mesmo assim, em Petrolina, nas margens pernambucana do rio São Francisco, o motorista providenciou duas tábuas no final da carrocerria do veículo para acomodar mais dez passageiros.

Na Bahia, na estrada de chão batido, o motorista desceu da boléia e falou:

- Se toda hora nós pará o camião  pra esses minino cagar nós num vamo chegar nunca no São Paulo.

Segundo o velho ferreiro, a partir de então, sempre que uma das várias crianças sofria com alguma crise de desinteria, a mãe pendurava o garoto no lado do caminhão em movimento  para que o vento lavasse e levasse o cocô do garoto.

Finalmente, após duas semanas, o velho caminhão chegou a São Paulo. Chico, que desde Petrolina viajara nas últimas tábuas da carroceria, ao descer do veículo, passou a unha no braço e disse:

- Vai ser preciso descascar eu para pra mode arrancar a casca de poeira e merda dos minino.    


(imagem Google)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

526 - LUIZÃO NO CABARÉ




       Após fraca feira no mercado de carnes de Várzea Alegre, o açougueiro Luizão de Pajé decidiu dar uma volta no Engein Véi, zona do baixo meretrício da pequena cidade do interior cearense. Naquele sábado da década de setenta,  sofrera grande prejuízo, pois só negociara metade do porco exposto no açougue, e parte considerável da venda ainda foi fiado.

       Era noite e no cabaré havia intenso movimento. Em um dos bares, casais dançavam ao som da música de Bartô Galeno: “No toca-fita do meu carro, uma canção me faz lembrar você. Acendo mais um cigarro e procuro esquecer você...” Sentado em um canto, com cigarro de fumo no canto da boca, Luizão bebia umas pingas, observando as mulheres do lugar. Lá pelas tantas, após seguidas recusas das prostitutas mais antigas, o açougueiro finalmente acertou com uma jovem e a levou para o quarto.

       No pequeno aposento, a mulher, seminua, logo se deitou, enquanto Luizão de Pajé, de costas, despia-se e pendurava as roupas em um cabide. Quando o açougueiro se virou para o lado da cama, a prostituta pôs as mãos no rosto, e, assustada, perguntou:

        - Vixe, Luizão. Isso tudo é pra eu?

      O conhecido açougueiro, com cerca de dois metros de altura, respondeu:

       - Do jeito qu’eu tou mole hoje, numtrabai ser pra eu... 


Colaboração: Francisco Fiúza Bitu (Titico) 

(imagem Google)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

525 - SÃO PAULO DE LUIZÃO




      Na década de setenta o varzealegrense Luizão de Antõe Pajé viajou para a grande São Paulo. Depois de algumas semanas conhecendo a cosmopolita cidade, o marchante voltou ao sertão cearense. Numa sexta-feira à tarde, cortava carnes em uma das pedras* do Mercado de Várzea Alegre, quando Luiz Pretin perguntou:

       - Luizão, qui’é que você diz do São Paulo?

       - Hômi, lá é que nem aqui – respondeu Luizão com sua voz grossa e forte.

        O também açougueiro Luiz Pretin não entendeu a resposta e retrucou:

       - Como igual’aqui ? Você num viu as coisas de lá não? A ruma de prédio alto, os monte de carro nas ruazonas larga, as muié bunita...

       Luizão Pajé, com cerca de dois metros de altura, parou o corte da carne, olhou para o amigo e disse:

       - Eu vi. Mas é igual aqui. Tudo lá já tem dono...



* cada um dos pontos do mercado de carnes de Várzea Alegre.

Colaboração Francisco Fiuza Bitu (Titico)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

524 - CERVEJA CONGELADA




       Todo frequentador de bar já escutou a seguinte frase: “não pegue no meio da garrafa de cerveja, segure no gogó pra não congelar”. E mesmo com a recomendação, insistiu em agarrar no meio do recipiente, provocando o fenômeno de congelamento do precioso líquido.

       Em Várzea Alegre, sertão cearense, numa quente noite da década de noventa, o político e agricultor Wilson Firmino e o estudante Antônio Costa se divirtiam em um animado forró no Recreio Social, espaço para festas que por décadas funcionou atrás da sede da Prefeitura.

       No meio da animação, o suado Wilson convidou Antônio Costa para matar a sede, tomando uma cerveja no bar de André. Ali próximo ao Recreio, o dono do botequim retirou a cerveja do congelador da velha geladeira e a colocou com os dois copos sobre o balcão. Quando o estudante colocava a mão no meio da cinzenta garrafa, o original Wilson, com seu vocabulário matuto, alertou:

       - Nêgo, num pegue no espiaço não, agarre no gaiguelo, se não ela quaia.


Colaboração: Dirceu de Carvalho Feitosa Costa

(imagem Google)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

523 - LEITE PURO




No alvorecer de um domingo da década de oitenta, um jovem, após caminhar por horas em íngremes e desertas estradas viscinais, chegou à Serra dos Cavalos, zona rural do município de Várzea Alegre. Já bastante cansado, perdido, com fome e sede, o rapaz finalmente encontrou um homem ordenhando uma magra vaquinha. O exausto caminhante se encostou na porteira do pequeno curral e falou:

- Tou vindo dum forró na Serra Boris e indo no rumo do Junco*. O sinhô podia me arrumar uma cuia desse leite pra mode passar minha sede e fome.

Sem tirar as mãos das tetas da vaca, o homem respondeu secamente: 

- Num dá não. Faz seis mês que a muié me deixou e fiquei criando sozin três menino. O leite dessa vaca mal dá pra eles.

- Se o sinhô me eu dou o que o sinhô quiser – propôs o desesperado rapaz.

O solitário e carente homem se animou com a ousada proposta. Levantou-se rapidamente do banco onde ordenhava a vaca, se aproximou e indagou ao rapaz se aceitava trocar o leite por uma relação íntima.

O pobre e cansado moço coçou a cabeça e pensou um pouco. Como não via outra maneira de saciar a fome, aceitou se entregar ao maduro homem. Os dois foram para um canto do curral, onde o rapaz arriou as calças e virou a bunda para o vaqueiro.

Porém, quando o forte homem desabotou sua bermuda e pôs uma enorme mangueira para fora, o rapaz olhou pra trás e se assustou com tamanho daquele membro viril. Imediatamente levantou as calças e, já caminhando, disse:

 - Acho que num vai dar certo não. Agora que lembrei que só tomo leite cum Nescau.


Colaboração: Francisco Hermi Cesar

* atual município de Granjeiro

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

522 - O CENSO




Iniciados no final do século dezenove, os censos demográficos são realizados no Brasil em média a cada dez anos. Na completa pesquisa busca-se contar o número exato e como vivem os habitantes nas mais diversas e longíquas regiões do país.


No recenseamento de 1950, um pesquisador  visitou a região do baixo meretrício de Várzea Alegre, que à época funcionava no final da Rua Doutor Leandro. Pela tarde, em uma das modestas casas, um garoto de cerca de dez anos atendeu na porta. Dali mesmo o recenseador passou a perguntar:


- Quêde seu pai?


- Nun tenho pai não – respondeu o menino.


- E sua mãe, onde tá? – continuou o funcionário temporário do instituto de pesquisa.


- Mãe saiu de noite e num voltou ainda...


- E sua mãe trabalha cum que? 


- Ela é substituta. 


Desconfiado com a situação, o recenseador perguntou:


- Substituta? Você num quer dizer prostituta?


O pequeno garoto, sem qualquer maldade, esclareceu:


- Não, não. Prostituta é mi’a tia. Ela adoeceu e mãe tá no lugar dela, como substituta...



Colaboração: Elias Frutuoso
(imagem Google)

domingo, 8 de janeiro de 2012

521 - O NAMORO DE JOCEL




Na década de oitenta, em Várzea Alegre, sertão cearense, o comerciante José Batista de Freitas, conhecido como Jocel, iniciou um relacionamento extraconjugal com uma mulher da cidade.  Semanalmente ela ia ao comércio de Jocel para receber de presente uma sortida feira.

Certa manhã, o apaixonado Jocel ensacava as mercadorias da amásia, quando, Luiza Batista de Freitas, dona Luizinha, desconfiada com a infidelidade do marido, entrou repentinamente no estabelecimento e gritou:

- Jocel, o que é que essa mulher faz aqui ?

Para acalmar a enorme valentia da esposa, o experiente comerciante dirfarçou e, com sangue frio,  agiu como se atendesse a uma cliente habitual. Abriu a gaveta da bodega, retirou uma nota de cinquenta e entregou à amante junto com as compras, dizendo:

- Luizinha, ela tava só esperando o troco.


Colaboração: Dr. Rolim
(imagem Google)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

520 - PREFERENCIAL




     Mesmo com as campanhas educativas e a clara proibição na badalada Lei Seca, motoristas ainda insistem na danosa conduta de dirigir sob efeito de bebidas alcoólicas.
 

      Essa imprudente atitude provoca incalculáveis prejuízos, humanos e materiais. Diariamente ouvimos as manchetes noticiando o aumento das vítimas de acidentes de trânsito provocados pela embriaguez ao volante.
 

       E o grave problema vem se arrrastando há muito tempo. Certa tarde sábado da década de oitenta, após beber desde o início do dia, um motorista que seguia em seu carro por uma via secundária não respeitou o sinal de “pare” e se chocou contra outro veículo que seguia normalmente pela preferencial.
 

      A motorista do veículo abalroado na via preferencial, após ver que seus filhos estavam bem no banco traseiro, deixou o carro, dirigiu-se ao causador do acidente e gritou:

    - Seu irresponsável! Você quase matou toda minha família.

    Com os óculos escuros no rosto, o motorista saiu cambaleando do seu avariado veículo. Mesmo com o sol a pino, perdido no espaço e no tempo, com voz trôpega, justificou:

        - Me desculpe, eu realmente tou errado. Mas também a senhora veio na avenida com os faróis tudo apagado.


(imagem Google)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

519 - PREVISÃO INFALÍVEL (Pedra de Clarianã há dois anos)



         Todo ano o bravo povo do sertão nordestino aguarda ansiosamente pela estação das chuvas. Vendo o pasto secar, o gado emagrecer, a água rarear, o longo período de estiagem parece não ter fim. Por conta dessa interminável angústia surgem observadores da natureza que prevêem a quantidade de água do próximo inverno.

        Os “profetas da chuva” observam cuidadosamente as árvores, os animais, as estrelas, a lua, sempre no interesse de buscar alguma experiência que indique de que modo as chuvas cairão na caatinga nordestina.

       Anualmente os profetas se reúnem em Quixadá, no sertão central cearense, para discutir sobre a próxima estação chuvosa. Baseado no conhecimento empírico, na observação da natureza, muitos acertam suas previsões meteorológicas.

       Já em Várzea Alegre, depois de uma prolongada estiagem, quando o tempo muda, meu tio Sérgio Pinto de Carvalho, comerciante experiente e observador, olha para o céu nublado e vaticina:

      - Se não chover daqui pra meia-noite, chove da meia noite pra'diante.

domingo, 1 de janeiro de 2012

518 - A FORMA IDEAL




Nos últimos anos, recrudesceu rígido padrão estético determinando o emagrecimento como condição essencial para um corpo perfeito. Os meios de comunicação de massa, através de esbeltas modelos e de artistas secas e famosas, impõem o culto à magreza.


E essa corrida por formas ideais leva muitas pessoas a se submeter a arriscadas intervenções cirúrgicas,  fazer dietas absurdas, deixar de comer e outros sacrifícios.


Mesmo assim, no contrafluxo do exigente padrão, o mundo engorda cada vez mais, deixando homens e mulheres distantes da forma imposta. A grande maioria, mesmo com alguns sacrifícios, não consegue alcançar o ansiado corpo. 


Toda essa discussão me lembrou a forte e compreensiva opinião do querido primo Otoniel Otoni de Carvalho. Na década de oitenta, no Ceará, em meio a debate sobre os tipos de beleza faminina, não deixando dúvida sobre sua preferência pelas mais gordinhas, ele repetia exaustivamente:


- Mulher pra mim tem que ter onde pegar.



(imagem Google)