No
início da década de noventa o comerciante e pecuarista varzealegrense José
Rolim esteve em Fortaleza, onde se submeteu à sua rotineira avaliação médica.
De
volta ao sertão cearense, no fim da tarde, como de costume, Zé Rolim apanhou
seu carro e foi até o Bar de Primo, na Cachoeira
dos Dantas, distante cerca de dez
quilômetros da sede do município de Várzea Alegre. Lá chegando, encostou-se ao
balcão, tomou uma dose de cachaça e se despediu. O dono do estabelecimento
estranhou a pressa do cliente, e insistiu:
-
Ei, Zé Rolim, que vexame é esse? Demore mais um pouco, hômi. Bora tomar mais uma.
O
experiente comerciante retirou uma nota do bolso e pagou a conta. Saiu, em
seguida, para um distante bar, do outro lado da aprazível cidade cearense, dizendo:
- Primo,
é que fui na capital e meu dotô disse
que eu podia beber. Só que
longe uma da outa. Agora vou tomar uma lá em Toinha Paraibano, nos Grossos*.
Colaboração: Ropson Frutuoso
Bezerra
(imagem Google)














