Há alguns anos, uma ação de investigação de paternidade arruinou a
vida de Manel, pequeno comerciante de
uma cidade do interior cearense. Ao saber do caso extraconjugal do marido, a esposa foi morar com um dos filhos do casal. Além de fiel companheira por várias décadas,
a mulher de Manel trabalhava incansavelmente no comércio. Bastou ela ir embora para as vendas da Bodega caírem bastante.
Meses depois, o juiz da comarca conduziu uma audiência para
apresentar o resultado do exame de DNA pedido pela defesa do comerciante No
ambiente, além de promotor, escrivão e advogados das partes, também estava
presente a jovem mãe da criança que pleiteava o reconhecimento da paternidade.
O magistrado abriu o envelope lacrado e retirou o laudo. Folheou rapidamente
algumas páginas, detendo-se cuidadosamente apenas na conclusão do exame.
Em seguida, sob o olhar atento de todos, disse:
- A perícia concluiu que o seu Manel não é o pai da
criança.
A revelação caiu como uma bomba. A mãe do garoto, sem poder sair
correndo da sala, envergonhada, cobriu o rosto com as mãos. O experiente
comerciante, para surpresa de todos, também reagiu mal à conclusão do laudo. O sensato e paciente juiz, percebendo as reações, falou:
- Seu Manel, com esse resultado o senhor vai poder reconstruir sua família, trazer sua esposa para casa, se reaproximar dos filhos. Sinceramente, não entendo essa sua cara de tristeza...
O velho comerciante, olhando "com o rabo do olho" para a jovem moça ali presente,
desabafou:
- Seu dotô, tou encabulado. Eu era certin qu’ela só dava pra eu...
(imagem Google)










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