sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

510 - PRECONCEITO NATALINO (Republicado)



      Em um fim de ano da década de oitenta, Maria Laís Iolanda Costa, à época primeira dama de Várzea Alegre, convidou Antônio José de Souza, músico conhecido como Pelé, para representar o Papai Noel nas festas natalinas da cidade cearense.

       Mesmo envaidecido com o convite da dinâmica primeira dama, Pelé relutou:

       - Dona Lolanda, esse negócio num vai dá certo. Onde já se viu um Papai Noel pretin assim que nem eu?

       Por fim, Pelé aceitou e, com as vestimentas tradicionais do bom velhinho, iniciou sua atuação pelas escolas do município. Contrariando as expectativas do músico, as apresentações no Colégio São Raimundo Nonato e na escola Antão Bitu do Sanharol ocorreram normalmente.

      As comemorações natalinas se encerraram no Centro Social Urbano, onde crianças carentes aguardaram a chegada do simpático velhinho. O suado Papai Noel, com um saco cheio de presentes, entrou no ambiente festivo correndo e gritando:

       - Rô, rô, rô, rô...

     Quando enxugou o suor do rosto e levantou os olhos, Pelé estranhou o silêncio no agora vazio salão. Não restou uma única criança no recinto. Todas correram desesperadas, entre elas um dos filhos do Papai Noel.


Colaboração: Antônio José da Silva (Pelé)

(imagem Google)

3 comentários:

  1. Imagino como as crianças se surpreenderam com a chegada do papai noel Pelé! Poucos fazem a criançada se divertir como nosso querido Pelé!É um grande artista da nossa terra.Parabéns Flavim pela lembrança do nosso artista! abraçãooo


    antonio costa

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  2. O filho de Pelé foi parar no hospital.

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  3. Pelé ia passando na sua bicicleta, Flávio Souzão gritou:
    _Ei Palhaço Palito vai levano o que aí?
    _Aí Pelé falou no microfone:
    _Aí dento!

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